O que é ser normal pra você? Essa é a pauta de hoje. Normal é ser o que você quiser e da maneira como você se sente bem, e dane-se o que os outros pensam!
O mundo da moda tem incluído cada vez mais as várias formas de ser. Talvez mais do que você imagine essa inclusão tem sido frequente, o que só nos mostra como a liberdade de ser quem somos e ser aceitos está presente. E que assim possamos prosseguir evoluindo juntos…
Separamos aqui, algumas modelos que vieram para quebrar todos os padrões que a mídia implantou por tanto tempo para nós. Dá uma olhada como funciona a diversidade na moda:
Casey Legler
Antes de exercer a profissão de modelo, a francesa Casey era nadadora. A modelo sempre teve um semblante masculino além de ser uma mulher alta, de 1,87. Tudo isso facilitava que fosse confundida com homem, e já foi até barrada de entrar em banheiros femininos. Foi então na moda, que ela encontrou o lugar que pudesse ser aceita pela sua aparência. Como as roupas masculinas simplesmente cabiam nela, acabou por se tornar uma modelo andrógina.
Foi a primeira mulher a ser contratada exclusivamente como modelo masculino. E relatou em algumas entrevistas que foi a forma de encontrar a maneira de ser ela mesma.




Instagram @_caseylegler
Rain Dove
A americana entrou no mundo da moda por um acaso, assim como Casey, sempre teve sua aparência confundida com a masculina. Foi até mesmo guarda florestal durante um período com a ajuda dessa sua ambiguidade na aparência e foi lá que adquiriu o respeito em relação a sua pessoa, já que também vivemos numa sociedade machista.
Sua carreira de modelo começou por um acaso, quando perdeu a aposta com uma amiga em um jogo de futebol americano, ai então teria que ser fotografada. Quando chegou pela primeira vez no casting de modelos femininas foi como se a dissessem “você está no lugar errado” e foi encaminhada para casting masculino, e aí tudo começou. Hoje posa tanto como modelo masculino quanto para feminino e fez isso num ensaio recente, que nos prova que não nos cabe mais essa estereotipo de gênero.




Instagram @raindovemodel
Winnie Harlow
A canadense tem seu nome original de Chantelle Brown-Young. Foi a primeira modelo com vitiligo da história, e veio pra provar que sua doença não é obstáculo nenhum para se tornar uma super top model e sua beleza ser deslumbrante e única.
Sua carreira começou quando participou do “America’s Next Top Model” e desde então tem trabalhado para diversas marcas e pode se tornar uma Angel da Victoria Secret’s (que é o sonho de muita modelo, e todas elas com um padrão de beleza mais comum).




Instagram@winnieharlow
Lea T
Desde criança Leo, como era chamado, era considerado diferente. Passou por muito preconceito na escola, mas sempre os encarou de frente. Aos 14 anos decidiu deixar seu cabelo crescer e aparentava cada vez mais uma menina. Mas, foi com apenas 19 anos que aceitou que realmente era uma trans, o que já não era nenhuma surpresa nem para seus pais.
Lea, filha de jogador de futebol, acabou se mudando muito nova de BH para Itália quando criança, e foi lá onde consolidou sua carreira quando o estilista italiano Tisci, da marca Givenchy, a chamou para um trabalho, e desde então não parou mais.
Em 2012 Lea começou seu tratamento hormonal – que não foi fácil, enfrentou várias crises de depressão – e mais tarde, fez a mudança de sexo e colocou seios. Hoje ela está maravilhosa por todo o mundo da moda.




Instagram @leat
Valentina Sampaio
A modelo cearense é mais um exemplo de modelo trans que está bombando no mundo da moda. Primeiramente quis a carreira de arquiteta, mas tomou rumo a graduação de moda, e foi aí que teve contato com a carreira de modelo.
Fez alguns clicks e teve um ótimo resultado, dentro de 5 dias a sua responsável na agencia de moda deu a notícia de que era hora de fazer as malas para ir para europa, seria modelo da VOGUE Paris – quase nada, né?
Apesar de sua carreira de sucesso, Valentina, como muitas outras modelos trans, sofreu preconceito, mas tem satisfação de poder mostrar para o mundo que cada um pode ser o que quiser.





Instagram @valentts
Shaun Ross
Menino do Bronx, afroamericano e gay, pra finalizar albino. O modelo antes de ter uma carreira de sucesso sofreu muito bullying devido a sua doença e pela sua opção sexual. A maneira de se encontrar foi em um grupo de dança moderna de Nova York chamado Alvin Alley, que incentivava fortemente os grupos afroamericanos. Depois engressou na carreira de modelo e também ator, o qual fez participação em filmes e shows de diversas celebridades, como de Katy Perry.
O apoio da família ajudou muito na sua carreira e com certeza contribuiu pra que se tornasse o que é hoje.
Shaun sempre busca desafiar seus fotógrafos para que saiam do comum e usem sua pele como um bom artificio. Hoje desfila em diversas grifes e suas peculiaridades foram essenciais para que fosse um modelo bem sucedido. Fez várias campanhas para incentivar as pessoas se aceitarem como são, usou a #InMySkinIWin e é o rosto oficial da agência Ford com o slogan “seja único”.





Instagram @shaundross
Melanie Gados
A modelo americana teve um difícil trajetória e coragem até chegar até onde está. Ela é portadora de uma doença muito rara chamada displasia ectodérmica. Essa doença não permite que cartilagens, poros, unhas, dentes e ossos se desenvolvam, e seus cabelos crescem para dentro.
Durante muito tempo foi vista com maus olhos, na infância as crianças tinham medo dela e as pessoas sempre a olharam de maneira estranha. Mas Melanie deu a volta por cima e resolveu atuar na carreira de modelo há 5 anos, onde rapidamente teve reconhecimento e é chamada para diversos editoriais e desfiles de moda.
A modelo declarou que hoje se pudesse mudar algo em sua aparência não mudaria nada, se sente bonita como é e tem uma vida feliz. Que exemplo, não?






Instagram @melaniegaydos
Tess Hollyday
Ainda bem, estamos vendo cada vez mais frequente modelos plus size entrando no mundo da moda. Tess divulgava seus trabalhos no seu instagram, fez campanha para a marca Benefit e também já havia sido fotografada por David LeSchapelle, desde então fechou um contrato com uma agência de modelo importante nos últimos tempos.
A modelo que mede 1,65 e usa tamanho 58, achava que não conseguiria um contrato pois sua estatura era muito menor do que a exigida por agencias (1,77). Conseguir esse contrato foi a realização de um sonho e resultado de persistência, já que la descobriu a área desde os 15 anos e desde então não desistiu mesmo ouvindo que seu tamanho não era ideal para a carreira.



Instagram @tessholliday
Fluvia Lacerda
Alguns a chamam de Gisele Bunchen plus size. A brasileira foi embora do brasil aos 16 anos com o intuito de estudar inglês. Foi descoberta quando estava em um ônibus em Manhattan por um editor de revista de moda, no ano 2000. Desde então a modelo alavancou na carreira e fez trabalho para diversas revistas, inclusive, foi a primeira modelo plus size a ser capa da Playboy.




Instagram @fluvialacerda
Nós, da Mila Cook, buscamos sempre diversificar nosso casting de modelos, além de evitar aquelas edições excessivas que transformam o corpo do modelo em algo irreal. Queremos que todos se sintam incluídos, porque fazemos cada produto manualmente pensando que são para todos os gostos e estilos.
Amamos ver que o mundo é feito de diversidade e que todo mundo pode fazer parte do nosso universo! E queremos fazer muito mais, aguarde!



Instagram das modelos: @annavvallim @laroprazeres e @badgalmiranda
Como é bom ver que o mundo da moda pode ser também uma ferramenta de contestação e serve pra muita gente encontrar o seu lugar!
Espero que tenham curtido!
Beijocas